Portugal exige XML CIUS-PT, SAF-T mensal, QR e assinaturas eletrónicas qualificadas em todas as faturas.
A Sandra tem uma retrosaria a dois passos da Rua da Prata, em Lisboa. Seis metros quadrados. Uma caixa registadora. O contabilista certificado aparece na primeira segunda-feira de cada mês com uma pen USB. Todos os dias 5, o SAF-T(PT) — o XML normalizado de auditoria fiscal exigido por Portugal — tem de ser entregue à Autoridade Tributária (AT). A partir de 1 de janeiro de 2026, as suas faturas B2G saem da caixa em XML CIUS-PT. A partir de 1 de janeiro de 2027, cada PDF que ela envie por email a um grossista precisa de assinatura eletrónica qualificada.
01 A dor
Dia 5 do mês. É o dia em que o contabilista certificado da Sandra aparece com a pen USB e o dia em que o ficheiro de faturação SAF-T(PT) do mês anterior tem de chegar à Autoridade Tributária — em XML, gerado por software que a própria AT certificou. A página da Comissão Europeia sobre eInvoicing em Portugal enumera as âncoras legais: o Decreto-Lei 123/2018, o Decreto-Lei 28/2019, a norma europeia EN 16931, a sintaxe UBL 2.1 e o CIUS-PT (a especificação portuguesa de uso da fatura eletrónica núcleo) como o formato XML estruturado obrigatório nas faturas a entidades públicas.1
Os lojistas de Lisboa e os donos de cafés do Porto levam o segundo precipício mais a sério do que o primeiro. O Group Seres, balcão ibérico de faturação eletrónica que segue cada adiamento, datou a cadeia ao pormenor: as grandes empresas apanhadas primeiro, e a longa cauda das microempresas a quem todos os anos se promete "para o ano". A partir de 1 de janeiro de 2027, a assinatura eletrónica qualificada passa a ser obrigatória em faturas em PDF emitidas a empresas e a consumidores. Um PDF sem ela deixa de ser fatura eletrónica; na leitura da AT, passa a ser uma fatura em papel dactilografada que por acaso é PDF — outro objeto jurídico, com outros deveres de arquivo.2
A EasyTax, a coluna de fiscalidade digital do Jornal Económico dirigida a contabilistas e a pequenos empresários, descreve 2026 como o ano em que o resto do regime se aplica. A ferramenta de faturação tem de já constar da lista de software certificado pela AT. A interface CIUS-PT tem de estar operacional, quer a loja envie uma fatura B2G por ano, quer não envie nenhuma. Doze meses depois, todos os fluxos para empresas e consumidores têm de ser remontados em cima de uma ferramenta que saiba apor uma assinatura qualificada num PDF, e não apenas imprimi-lo.3,4
02Quem resolve isto hoje
Fornecedores ativos em Portugal que se promovem publicamente no nicho da faturação certificada pela AT / faturação eletrónica / SAF-T(PT) / ATCUD / CIUS-PT nas suas próprias páginas em português. Cada entrada foi verificada em direto e confirmada como autopromoção no nicho à data da redação. A lista de software certificado publicada pela própria AT é o catálogo do regulador, referido na secção 01 — não é uma solução de terceiros. A lista é deliberadamente restrita.
Os fornecedores listados promovem-se publicamente, nas suas próprias páginas iniciais, no nicho português da certificação pela AT / faturação eletrónica / SAF-T(PT) / ATCUD / CIUS-PT. A inclusão não constitui recomendação. Foram ponderados outros fornecedores ativos em Portugal e excluídos sempre que a respetiva página inicial não nomeava explicitamente o nicho à data da redação — a Cegid (cegid.com/pt) devolveu HTTP 200, mas a página principal centrava-se na gestão geral de retalho e RH sem expor a certificação AT, a faturação eletrónica, o SAF-T(PT), o ATCUD, o CIUS-PT ou a marca Primavera na própria homepage, pelo que foi excluída até nova verificação no sub-site Cegid Primavera; a Sage Portugal (sage.com/pt-pt) devolveu HTTP 403 à data da redação e não pôde ser validada contra a regra de nicho-nomeado-na-homepage, tendo sido excluída; a Edicom (edicomgroup.com/pt) referia o SAF-T e a faturação eletrónica B2B/B2G de passagem, mas não expunha o ATCUD nem o CIUS-PT na homepage propriamente dita, sendo excluída por aplicação da regra de nicho-nomeado-na-homepage; Tickelia, Storecove, Fonoa, Pikon e ecosio posicionam-se como tax-tech de gama empresarial / multijurisdicional e não como plataformas dirigidas às PME portuguesas, tendo sido excluídas por aplicação da regra de nicho-nomeado-na-homepage e da regra de coorte PME. A lista de software certificado publicada pela própria Autoridade Tributária é o catálogo do regulador e é referida na secção 01 como o mecanismo publicado pelo regulador, não como um fornecedor terceiro de soluções.
Report a mistake — or suggest a new solution
Spot a wrong number, dead source link, missing aspect, broken translation? Or know a vendor we should list as a solution? Tell us. The Director re-checks every report and either updates the page or writes back with a reason.
Got it — thank you.
The Director will look at your report on the next research cycle. If you left an email you'll hear back when we either update the page or decide it's not actionable (with a one-paragraph reason).
Empresas listadas — gerir a sua entrada. Se é um dos fornecedores acima e algo aqui está errado, em falta ou desatualizado — ou prefere não estar listado — diga-nos. A remoção é processada em 24 horas; correções em 7 dias úteis. Não contactamos primeiro as empresas listadas; publicamos o que o seu próprio marketing público afirma e respondemos quando nos contactam. Email contact@aikraft.com.